sexta-feira, 28 de março de 2008

Janela

Do largo buraco na parede
Tento observar o mundo
E viro as costas
Para outra realidade

Onde os prisioneiros
Carregam molhos de chaves
Que fecham portas, bocas,
Cadeados e corações.

Se dia, tilintam talheres, pratos,
São curtos os diálogos
Se noite, o silêncio grita
Os que se dizem inocentes dormem

Ronco apenas meus passos,
Pés de insônia madrugada
E por vezes ouço o arrastar de correntes
Da alma

De um velho português
Pelas escadas
Ligeira impressão de que ele
Fixamente, pela mesma janela, sonhava

(março- 2008)

Um comentário:

Anônimo disse...

Pra não dizer que não falei das flores, venho falar desta, que é a mais rosa sem, no entanto, Rosa ser. Linda e rara em verso e prosa.
Flor da cor do amanhecer.


(Que Vandré não leia... =P )