terça-feira, 8 de abril de 2008

Um pedido

Quando eu morrer
Quero um frevo rasgado
E brindes de cerveja
Em copos de plástico

Quero morrer
Numa manhã ensolarada
No meio do bloco
Do Galo da Madrugada

Quero um cortejo
Nas ladeiras de Olinda
Quero alfaias
E também passistas

Quero sorrisos porque fui feliz
Quero aplausos porque fui atriz
Quero metade das cinzas no ar
E a outra metade no mar

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Débitos

Que bom que os sonhos
Não são credores
Batendo à minha porta
Carregando uma fatura
Pelos serviços prestados.

E imagina se eles se realizassem?

Mambembe

Um dia vou ter um trailler
Melhor, uma carroça!
Mambembearei
E serei o Thespis do meu tempo
Sem rumo
Onde o destino é o mundo

Figurinos, bonecos, textos,
Objetos de uma alma exposta
Um dia serei Maria
No outro, Magnólia!
Serei feliz
Todos os dias