Do largo buraco na parede
Tento observar o mundo
Tento observar o mundo
E viro as costas
Para outra realidade
Onde os prisioneiros
Onde os prisioneiros
Carregam molhos de chaves
Que fecham portas, bocas,
Que fecham portas, bocas,
Cadeados e corações.
Se dia, tilintam talheres, pratos,
São curtos os diálogos
Se noite, o silêncio grita
Se noite, o silêncio grita
Os que se dizem inocentes dormem
Ronco apenas meus passos,
Pés de insônia madrugada
E por vezes ouço o arrastar de correntes
Da alma
E por vezes ouço o arrastar de correntes
Da alma
De um velho português
Pelas escadas
Ligeira impressão de que ele
Fixamente, pela mesma janela, sonhava
(março- 2008)
Ligeira impressão de que ele
Fixamente, pela mesma janela, sonhava
(março- 2008)