quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Lacuna

Hei de rasgar todas as lembranças
Calar chamados
Sem resposta alguma
Apagarei chamas ainda acesas
Me livrarei do bolo sobre a mesa

Hei de enxugar as gotas do orvalho
De desmarcar as cartas do baralho
Vou jogar fora os discos do Beatles
Não pagarei promessas mal feitas
Nem a fatura do cartão de crédito

Hei de fechar todos os botõezinhos do jardim
Antes do anoitecer
Não embarcarei naquele trem
Meu destino é além
E de avião

Negarei sorrisos
Hei de esquecer poemas lidos
Quero apenas o "Brilho

Eterno
De uma mente sem lembranças"

Um comentário:

Anônimo disse...

Gostei! Adoro o som dessa palavra: Lacuna. E adoro o filme brilho eterno de uma mente sem lembranças. =] Ass. Rona